Rimas Sem Sentido

by - segunda-feira, abril 13, 2015


Ali parada eu pensava, onde eu devia estar, talvez no Polo Norte salvando pinguins, ou na Africa ajudando a população, talvez num reino distante prometida em casamento a príncipe qualquer, ou num campo de batalha lutando por um ideal, ali parada eu pensava com quem eu deveria estar, talvez com minha família, ou quem sabe com aquele menino do quarto ano, ali parada eu pensava em quantos talvez me rondava, em como minha vida caminhava e que norte ela pegava.

A vida não é engraçada, nos proporciona tantas rimas, rimas que vão do ageste a Budapeste, que me mostra que o direito é um conceito iniciado na filosofia, que me lembras as fotografias tirada naquela noite, naquela noite magica, repleta de garrafas de vinho, no nosso ninho de amor, ali parada eu pensava no que deveria fazer, se deveria seguir a leste, ou talvez a oeste, ou simplesmente não seguir, meio que inconsciente tomei o caminho a frente sem pensar aonde ir.

Os dias passavam mais que rapidamente e tudo agora era lembrança em minha mente, uma mente confusa e intrusa que me obrigava a pensar em você, meio descabido eu sei, meio imprevisível, notei, parecia loucura dizer que nada mais fazia sentido, sem você ali comigo, ali parada eu pensava em quão boba eu parecia, com uma vida inteira pela frente, mais que completamente eu me perdia,  me perdia do mundo no fundo do poço, sem socorro e em esforço ali eu permanecia.

Parada ali eu pensava em tudo que era possível, se texto continha rima, se poesia virava texto, ou se eu que vivia fora do contexto, logo percebi o quão confusa eu estava, com mil coisas na cabeça, com palavras atravessadas, brincando de escrever eu colocava para fora tudo o que me incomodava, o que me prendia, o que me guiava, rabiscos em vão ao chão, sem ter que ler, cartas para ninguém, esperando que alguém um dia pudesse ler.

Ali parada eu pensava que algo me faltava, talvez um oi, talvez um porque, bem eu não sabia o que, acordo-me então e decido seguir em frente, com uma força inacreditável eu fujo do fundo do poço e me jogo no mundo, com tudo, como se o amanhã não fosse mais chegar, as rimas agora se vão, os papeis agora em branco, sem palavras, sem vida, não há leitores, não esperança, só me resta vida e um amanha que talvez nunca chegue.

Ali parada eu pensava que o tudo nos leva a nada, que a vida nos leva ao pó, que a tristeza não é para sempre, assim como a felicidade, que o "eu te amo" pode durar uma hora ou uma eternidade, que o seu norte é você quem faz, ali parada eu pensava que o fim já estava rondando que era hora de correr e recuperar o que havia perdido ou deixado escapar, olha a rima voltando inusitadamente, enchendo a minha mente de porquês profanos, numa corrida contra o tempo me entreguei ao mundo que me disse venha num grito mudo.

6 comentários

  1. extremamente profundo, amei seu texto, mesmo! ♥
    essa imensidão de coisas que nos enchem de vazio...
    amei! ♥

    http://www.literalinda.com.br/

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    1. Fio feliz que tenha gostado, incrível como nos sentimos cheios e ao mesmo tempo tão vazio.
      Seja sempre bem vinda flor ♥

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  2. Menina, você é uma escritora e tanto, viu? Parabéns!

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    1. Que maravilhoso ler isso ♥
      Agradeço o carinho e por gostar dos meus textos, seja sempre bem vinda viu *-*

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  3. "O seu norte é você quem faz" me tocou isso, muito bonito.
    beijos

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    1. De certa forma é a verdade, nos somos donos do nosso destino, do nosso rumo, nosso norte somos nós que fazemos.
      Beijos :)

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@VENTOSDMAIO