A Probabilidade Estatística do Amor a Primeira Vista, Jennifer E. Smith

16/01/2018
Sinopse - "Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia."



Titulo - A Probabilidade Estatística do Amor a Primeira Vista
Autor - Jennifer E. Smith
Editora - Galera Record
Paginas - 224
ISBN - 9788501095442

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O que pode acontecer por causa de um atraso de 4 minutos? E se Hadley não tivesse perdido seu voo? E se ela não tivesse aceitado ir ao casamento de seu pai? E se? São tantas dúvidas e pensamentos perdidos, que no final, até podemos acreditar em probabilidades ou simplesmente no destino. O que você acha? Eu acredito que tudo na vida tem um propósito e neste livro Hadley e Oliver se encontraram por algum objetivo. Com certeza não foi por acaso, pois diante de seus próprios problemas e dilemas, cada um conseguiu a sua maneira, ajudar um ao outro. Por coincidência ou não, os dois acabam se sentando um do lado do outro, dentro do avião destinado à Londres. Neste percurso, eles conversaram bastante e acabaram, inevitavelmente, se envolvendo mais do que imaginavam que fosse possível. O leitor se vê totalmente envolvido nesses diálogos dinâmicos, sendo que faz uma aproximação e deixa a narração bem mais leve, divertida e ágil.

Até metade do livro, vemos nascer uma amizade entre estes dois adolescentes desconhecidos, que declaram os seus motivos de viagens, ambos bem íntimos. Hadley vai ao casamento do pai, que não o vê há mais de um ano e nem conhece Charlotte, a sua futura madrasta. Oliver afirma que também vai a um casamento mas numa localidade diferente, por isso é impossível comparecerem ao mesmo. Quando ambos aterram, a despedida aproxima-se e num ato impulsivo, os jovens beijam-se e separam-se. Não há promessas, nem trocas de números de telefone, e-mail, nem revelações de apelidos. Apenas sabem o nome um do outro e que de alguma forma estão apaixonados. Cada um segue a sua vida e passamos a acompanhar Hadley que mesmo atrasada, apresenta-se no casamento, mas não se sente bem pois tudo em que consegue pensar é em Oliver e numa forma de encontra-lo. E será que consegue? 
No entanto, os dois ficam calados. Um minuto se passa, depois outro, e, depois de certo tempo em silêncio, começam a rir. - pág. 80
Jennifer nos envolve em uma realidade na qual o acaso faz uma parte do trabalho, e o amor, a esperança de um reencontro, faz a outra. A simplicidade das conversas e das situações dão ao livro um ar diferente, arrisco dizer que mais bonito e apresentam aos leitores uma pureza pautada em sentimentos despertos de forma tão rápida e, incrivelmente, tão verdadeira. Não se trata de personagens muito complexos e profundos. Não tomamos conhecimento do que vai além do necessário. Não passamos páginas apreciando uma enrolação gostosa. Lemos fatos, o importante para justificar a viagem e os sentimentos de Hadley (e até mesmo de Oliver, ainda que não em sua totalidade). Jennifer mostra uma transformação, explica como tudo que precisamos é apoio. Resumindo em uma frase presente no próprio livro, mesmo que retirada de "Nosso Amigo Comum", último romance completo de Dickens: "É de muita utilidade neste mundo aquele que torna mais leves os sofrimentos dos outros." Talvez o amor seja simples. Talvez o importante seja entender como, em sua complexidade aparente, ele pode ser belo. E, talvez, Oliver e Hadley sejam um pouco de tudo que realmente procuramos em uma relação. Não porque na sua forma são perfeitos, mas porque notamos que não o são.
Há dias, nesta vida, dignos da vida, e outros, dignos da morte. - Charles Dickens " Nosso Amigo Comum"
A trama se passa em exatamente 24 horas A diagramação do livro está perfeita e de primeiro momento, me vi encantada pela capa do livro e até pelo título, que mesmo sendo grande para os conceitos habituais, exerce uma grande influencia para os leitores. O livro é fofo e aconchegante ao mesmo tempo, a forma como a autora nos envolve em sua reta final nos mostra que ainda podemos nos impressionar com os finais literários, que nem toda história é um clichê. Eu super indico o livro para quem gosta de uma leitura leve e encantadora ao mesmo tempo.


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