Cidades de Papel, John Green

18/02/2018
Sinopse - "Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia."


Titulo - Cidades de Papel
Autor - Jphn Green
Editora - Intrinseca
Paginas - 368
ISBN - 9788580573749
Tema DLL - livro de capa colorida
❤❤




Acho que a maioria das pessoas, se não todas, já encontraram alguém em suas vidas que consideraram seu pequeno milagre pessoal. Aquela garota ou garoto que você acha que nunca esquecerá, por ser seu amor ou por ser sua melhor amiga ou amigo. A moral de Cidades de Papel acaba por ser essa, até que ponto uma pessoa é assim tão especial, tão importante?
"Fazer as coisas nunca é tão bom quanto imaginá-las."
Na trama conhecemos Quentin Jacobsen, mais conhecido como Q. Inteligente e cursando o último ano do ensino médio, Q está se preparando para as provas finais e a grande mudança de vida que é conseguir ingressar em uma faculdade. Vivendo na cidade de Orlando nos EUA, certa noite Quentin recebe na sua janela a visita de sua vizinha Margo Roth Spiegelman, essa visita não seria estranha caso os dois não se falassem desde os dez anos de idade.
Após negar ajuda a Margo em uma situação, logo no início do livro, a amizade dos dois se quebra, e eles seguem caminhos separados. Nos anos seguintes, Quentin apenas idealizou o que Margo estava se tornando, uma vez que não sabia de verdade o que ela pensava nem por que fazia o que fazia, como fugir constantemente de casa para viver aventuras estranhas. No fim do colegial, Margo, do nada, decide pedir ajuda a Quentin novamente, num plano de 11 etapas que irá acertar as pendências da garota com vários desafetos. Quentin, desta vez, não consegue recusar.
"Mas as coisas vão acontecendo. As pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não entendem, ou nós não a entendemos."
Toda a primeira parte do livro, que termina no desaparecimento de Margo após a aventura noturna ao lado de Quentin, manteve meu interesse. Em determinados momentos, como na parte em que os dois estão no alto de um edifício, é romântica e conseguiu me fazer sentir empolgação pelo que eles estavam vivendo.

Um dos principais pontos que me incomoda na narrativa é como Q meio que para de viver, ele literalmente põe a garota em um pedestal e isso me incomodou já que durante toda a história vamos realmente conhecendo a personagem evento que ela está longe de ser a garota que Q criou em sua mente. Outro ponto que incomoda muito é que achei que o autor se prolongou demais, acredito que a história poderia ter sido bem mais resumida e ainda assim não perder sua essência.
Ao descobrirem o paradeiro de Margo, os quatro (Quentin, Ben, Radar e Lacey) inciam uma viagem de 21 horas para chegarem até o local. Mas, a exemplo dos capítulos anteriores, o que acontece não chega a empolgar. As situações são narradas de forma mais apressada, o que alivia um pouco a falta de interesse. E quanto encontram Margo, eles se defrontam com uma explicação que é decepcionante. O que consegui abstrair do livro são duas coisas, a superficialidade da vida da maioria das pessoas, que se entregam a uma rotina e a uma falsa ideia de que são felizes e a decepção ao se descobrir que aquela pessoa que você idolatra tem todos os defeitos e faltas de qualquer outra.

Quentin, apesar de quase perder a amizade de Ben e Radar por causa de sua fixação, consegue se soltar e aprender que a vida pode ser muito mais do que aquilo que nos limitam desde a infância. Que nós podemos ir além dos muros que achamos que existem ao nosso redor, e que nos mantém numa falsa segurança e num conforto de limitações. Mas ele aprende algo mais importante, ninguém é um milagre para ninguém. Os relacionamentos são baseados em interesses ou em dependências emocionais. Não existe aquela pessoa feita exclusivamente para você, para sua felicidade. Isso não aparece na sua frente, mas se constrói através de respeito, lealdade e amor verdadeiro.

5 comentários:

  1. Olá, tudo bem?
    Eu não estou mais na fase de ler livros do John Green. Acho que nunca estive na real hehe Só li A Culpa é das estrelas. Cidades de papel não parece ser interessante pra mim, infelizmente :(
    Beijos <3

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  2. Eu não entendo porque essa obra foi adaptada para o cinema, John tem outras obras tão mais interessantes... Comecei a ler Cidades de papel e desisti porque como você disse, ele colocou ela em um pedestal e isso me pareceu tão incoerente...
    Eu não conhecia seu blog e adorei seu cantinho!

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  3. Apenas li a culpa é das estrelas e parei por aí.
    Não tenho muita vontade em ler as obras de John.
    Entretanto, já sei a história toda desse livro devido a uma amiga que ia lendo e me contando tudo e realmente não é u livro que eu leria.
    Entretanto gostei bastante de sua resenha e de ver seu olhar sobre a obra!

    Beijinhos!

    #Ana Souza
    https://literakaos.wordpress.com

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  4. Oie!
    Sou uma do contra hahahaha, ainda não me rendi aos encantos de Jhon hahahaha, estou com Tartarugas até lá embaixo para ler, mas não sei se quero hahahahaah. Fugindo de dramas, uma pena que o livro não tenha sido perfeito para você.

    Bjs

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  5. OOOIiiiii, eu li esse livro há um tempo e sou simplesmente apaixonada pela história!!! Foi ótimo matar a saudade da história e dos seus personagens através da sua resenha!

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