Eu Não Sou Obrigada

16/08/2018
Vi um livro na minha estante e me inspirei na capa, senti aquela necessidade de escrever sobre esse sufocamento que vem me invadindo, sobre essa obrigação de ter que produzir conteúdo, e produzir cada vez mais, não só para o blog e redes sociais, mas também e principalmente na faculdade e no trabalho. Sinto que estou me afogando cada vez mais em meio às minhas próprias escolhas. Inusitado eu sei, mas a capa desse livro reflete muito um pouco de tudo que tem aqui dentro. A história imagino que não tenha nada a ver, não que eu tenha o lido pois esse é só mais um título dos que estão na minha estante para ser lido no tempo que não tenho tido. Sinto essa necessidade de por para fora cada palavra que me sufoca, a verdade... escrever é o que me alivia no final das contas. Mas até mesmo essa forma de alivio tem me soado como obrigação ultimamente.

Uma coisa que tenho ouvido muito na faculdade é que eu, enquanto comunicadora preciso produzir cada vez mais conteúdos e um sempre melhor do que o outro já que o mercado de trabalho não anda fácil e todo dia surge um gênio diferente. Isso me desanimou. Amo produzir conteúdo, pensar naquilo que vou levar a quem me acompanha, fazer com carinho, encaixar cada palavra corretamente para que você desse lado ai possa compreender o que quero passar. Amo fazer criações e tirar fotos, mas gosto de fazer isso ao meu tempo e não por obrigação. Muitas pessoas já me perguntaram porque não vivo do blog, já que hoje existe diversas formas de se ganhar dinheiro na internet sem sair de casa, e o que sempre digo? Digo que o blog é meu eu na internet, uma pequena parte de mim que sente a necessidade de se expor de vez em quando, gosto disso tudo aqui por prazer, por hobby, por amor. Então não me imagino fazendo coisas para ganhar dinheiro. Mas eu fugi do foco agora. 

Acontece que não sou o tipo de pessoa que funciona sob pressão, a verdade é que ando tão confusa sobre minha vida que me sinto como uma panela de pressão em ponto de explodir em mil pedaços – loucura né – pois bem, essa pressão de que temos que produzir esta acabando comigo e fazendo com que eu pense seriamente em abrir mão de tudo que conquistei ate agora em meio as mídias sociais, e isso tudo é culpa minha. Sempre que fico fora do blog ou até mesmo do instagram sinto como se estivesse em falta com as pessoas que tiram um tempo do seu dia para me acompanhar e conhecer o meu conteúdo. Besteira, eu sei. Mas essa sou eu. Então eu li o texto da Maki do Desancorando e percebi que não preciso ser assim e que se pretendo chegar aos 30 com sanidade – o que não falta muito – eu preciso parar de me cobrar. 

Eu não obrigada a nada. 

Eu produzo conteúdos por que eu amo, porque gosto de compartilhar com os outros tudo que aprendo e descubro ao decorrer dos dias e bem eu percebi que posso fazer isso no meu tempo. Do meu modo. Não é porque todo mundo faz o BEDA que preciso fazer também, eu não dou conta acreditem. Preciso parar de querer fazer o que todo mundo faz, porque eu sei que não sou capaz. 

Preciso conhecer os meu limites e aceitá-los. 

Acredito que há espaço para todos na nossa internet amada e que quem gosta de verdade do seu conteúdo vai te acompanhar independente da forma que você produzir ele, afinal isso é o que nos torna tão diferentes uns dos outros, já que ter blog hoje em dia é mais clichê que comédia romântica, mas mesmo assim sinto que podemos ser uma grande família feliz se soubermos nos administrar. A mudança começa em mim. E precisa ser já. Ando com muita coisa acumulado em todos os âmbitos da minha vida e me vejo gritando por socorro em alguns momentos do dia. Me sinto tão sufocada que as vezes acho que a única opção e sair de cena e só observar os outros como costumava fazer antes de aprender o que era viver. Mas não precisa ser assim. Eu sei agora. Só preciso me esforçar para fazer da r certo de verdade e acreditar que não sou obrigada a nada, que posso ser uma excelente comunicadora a minha forma, sem precisar sucumbir as pressões do dia-a-dia. Como disse Guga Ktzer “não se leve tão a sério”. NÃO SE LEVE TÃO A SÉRIO.

6 comentários:

  1. Olá caríssima...
    Acho que já visitei o vosso blogue.
    O título não é estranho. Adoro, por sinal.
    Maio e vento são duas coisas que eu aprecio.
    Bem, quanto ao tema do vosso post, acho que não somos e nem devemos ser ou no sentir obrigados a nada e produzir conteúdo é algo que fazemos o tempo todo para a realidade, só que hoje, despejamos em páginas virtuais. Mas há de se encontrar um ritmo para as nossas vivências, um caminho para ser agradável e não um fardo.
    Eu, por exemplo, adoro meu blogue, mas quando não estou interessada em publicar nada ou me canso, fico quieto, me deixo em paz até por respeito a quem me acompanha, até porque um blogue, por exemplo, tem um arquivo que pode agradar os visitantes sempre. rs

    bem, é a minha opinião, claro.
    Torço para que encontre um ritmo para não lhe ser desagradável.
    bacio e bem vinda ao grupo

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    1. Concordo, vou dando um tempo aos poucos e produzindo o que posso no tempo que posso, obrigada moça e seja sempre bem vinda.

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  2. Oi querida
    Se tem uma frase que as pessoas associam a mim é Porque eu não sou obrigada. Sério. É a minha frase. Eu faço as coisas que gosto, no meu momento. Eu me dedico muito ao blog, mas de vez em quando preciso de um tempo pra mim. Preciso ler pra gerar conteúdo, mas de vez em quando eu só quero ver séries e é isso que faço. Eu me respeito, respeito meus limites e minhas vontades e é uma das coisas que mais gosto em mim: Me respeitar.

    Vidas em Preto e Branco

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    1. To precisando ser mais assim haha mas centrada e produzir o que gosto no tempo que acho necessário.

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  3. É muito doida essa pressão que colocam em nós, e que nós mesmo colocamos. Essa semana me senti um tanto culpada por não ter dado conta de ir nas palestras, fazer trabalho, ler e produzir conteúdo. Essa é uma neura que precisa tirar de mim, pois faz mal se sentir frustrado por coisas que, muitas vezes, a gente não tem controle.
    Sempre tento tornar os textos, as fotos e tudo que faço na internet o mais leve possível, tanto que, quando eu não quero porque simplesmente quero ficar sem fazer nada, não faço.
    Adorei o texto, moça. É um tema importante :)

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    1. Né o problema na maioria das vezes somos nós e toda essa pressão que nós mesmos colocamos, nem sempre é os outros.

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