Alguns Amores e Café Preto

16/07/2018
Chega uma altura da vida em que nos pegamos pensando em tudo que já vivemos em relação ao amor nessa jornada que chamamos de vida. Pensamos em todas as noites em claro pensando naquela pessoa meiga e atenciosa que conhecemos naquele dia. Pensamos nas noites em claro chorando por aquela que simplesmente resolveu que era hora de ir embora mesmo que não tivéssemos prontos para tal separação. Engraçado isso. Se pararmos bem para pensar é sempre assim nunca estamos prontos para uma separação seja ela amorosa, familiar ou de amizade...o que não deixa de ser amor não é mesmo? 

A verdade é que tenho gastado algumas horas em meio a xicaras de café preto pensando e analisando onde foi que tudo teve seu fim. Quantos amores eu vivi, ou acreditei ter vivido enquanto na verdade não era bem isso que se passava naquele momento. Café preto. É o que tem me movido nesses dias pensativos, como combustível para um carro. Há folhas pela casa. Andei escrevendo sobre eles. 

Sobre os amores que já encontrei. 

Sobre os meios. 

Sobre os caminhos. 

Sobre os desvios. 

Sobre o fim. Escrevi sobre todos eles. 

Mais um dia começa e eu estou aqui novamente com minha xicara e um novo pensamento em minha mente, um pensamento sobre o futuro. Sobre o que devo fazer e sobre onde não devo errar novamente. Porque é sempre assim, sempre nos culpamos por algo que não deu certo, mesmo que tenhamos feito tudo que estava ao nosso alcance. 

Sempre parece pouco. 

Sempre parece que deixamos que a outra pessoa escape por entre nossos dedos como água quente apanhada no velho bebedouro do metro. Verdade seja dita, quando se trata de amor nunca sabemos bem o que fazer ou como agir, apenas seguimos o fluxo na esperança de que dessa vez...pelo menos dessa vez, tudo finalmente dê certo.

0 comentários:

Postar um comentário